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domingo, 5 de junho de 2011

Frágil



Enquanto o vento brincava com as folhas no alto da árvore
Uma paz invadia meu peito
Peito que suspirava 
Ora era aventureiro, ora era medroso
E da paz fez-se choro
Do choro fez-se fé

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Escondida em seu silêncio



Em sua fé 
Encontrou-se a coragem
E nos instantes medrosos 
Encontrou-se a força
Na noite estrelar lançou um pedido
Olhou para dentro
Cores vibrantes, Paisagens valiosas
Uma esfera de luz
RESPIRAR
O ar dos dias recem nascidos
Lavando o embaraço
Aumentando a lente do olhar

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Coisas de Miúdo

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"No meio do rio, eu via a pedra. A única naquela extensão azul de água, o pico negro erguido em inesperada fragilidade na solidão. Eu não tinha instrumentos para caminhar até ela, a pedra, tomá-la nos braços, por um instante debruçar minha ternura sobre seu isolamento num absurdo desejo de que em sua insensibilidade de coisa ela se fizesse sensível e, assim suavizada, contivesse o desespero amparando-se em mim. Por que ela se perdia assim e assim se assumia e se cumpria em pedra, dona de si mesma, dispensando qualquer afeto, qualquer comunicação? Ela se bastava. Parecia já ter ido além da própria estrutura num lento inventariar do mundo ao redor, como se seu pico tivesse olhos e esses olhos projetassem indagações em torno, avançando nas descobertas, constatações se fazendo certeza. E como se seu isolamento fosse deliberado, como se já não acreditasse em mais nada e tivesse escolhido o amparo apenas das águas, a precária proteção do azul como se tivesse escolhido o vento, a erosão, os vermes, os musgos que a roíam devagar. Assim, da mesma forma como outros escolhem o apoio das pessoas ou a nudez do campo, ela escolhera o desafio da entrega. O despojamento de ser, insolucionada e completa em suas fronteiras: pedra porque pedra fora era e seria num sempre que a sustentava, frágil e absoluta.

- Veja, os meus cabelos estão molhados, caminhei horas pela chuva querendo e não querendo procurar você.

Frágil e absoluta em sua camação de mineral, as raízes, se as tivesse, encravadas no fundo do rio. A sua base por onde escorregam peixes, cobras, onde a lama se acumulava lenta tentando cobri-la por completo. Ondas frágeis de rio e, atrás, a ilha espalhada em verde contra o céu quase negro do entardecer. O sol além do rio, e o céu quase todo desfeito em cores que em breve afundariam no escuro. As cores morreriam, o claro se faria treva e a pedra mergulharia em sombras, impressentida -quem veria jamais uma pedra emergindo do negro que cobriria o rio? E re… nasceria, depois. Em cada amanhecer, renovada e sempre a mesma, endurecida em sua natureza. A pedra. Por que me doía e pesava por dentro, como se eu jamais conseguisse atingi-la? Ah meus gestos incompletos, meu olhos que não ultrapassavam o que viam -e ela me encarava, alheia ao meu espanto, inatingível quem sabe para sempre. E não seria apenas uma forma, uma silhueta de coisa nascendo da água, projetada contra o espaço, cercada de vazio, um pedra? Que espécie de dureza havia nela, negando a penetração? A compreensão mesma de sua incompreensão -por que se fechava tanto, e tanto se esquivava, e sem se esquivar nem se fechar, feita em si -apenas um pedra?

- Podia esperar de qualquer um essa fuga, esse fechamento. Mas não em você, se sempre foram de ternura nossos encontros e mesmo nossos desencontros não pesavam, e se lúcidos nos reconhecíamos precários, carentes, incompletos. Meras tentativas, nós. Mas doces. Por que então assim tão de repente e duro, por quê?

Uma pedra. Igual a si mesma, como só o são as naturezas inertes. As pessoas escorregam e, se num momento foram, no seguinte já não mais o são; a possibilidade de ser se reduz, contrai, escapa, ou num repente aumenta para explodir inesperada. As coisas se afirmam nelas mesmas em cada segundo de cada minuto. E em cada segundo futuro, serão ainda elas mesmas, sem se acrescentarem ou diminuírem. Para sempre, uma pedra será uma pedra. E por que então, enfim, esta palidez minha? Por que a encarava e pensava, e a constatava em sua permanência despida de mistérios e, no entanto, hesitava? Deveria compreendê-la no passar de olhos e ir adiante sem esperar. Contudo, esperava. De uma pedra -o quê? Se me machucava por dentro e quase tombava, meio aniquilado, impossível prosseguir. Derramar de ternura do vazio de minhas mãos, meus olhos quase verdes de tanto amor recusado, emoções informuladas pelo silêncio de noturna precisão -tudo convergindo para a pedra. Uma fatalidade, o inumano atingir o humano assim, de brusco? A nudez de meus pés devassava o frio. O vidro do rio, a lâmina do vento, a morte do sol. E a pedra. Inatingível.

- Compreenda, eu só preciso falar com você. Não importam as palavras, os gestos, não importa mesmo se você continua a fugir e se empareda assim, se olha para longe e não me ouve nem vê ou sente. Eu só quero falar com você, escute.

Inatingível. Escorregava em torno dela, percorrendo consciente uma trajetória de impossível. Em torno da pedra um círculo de repulsão que me jogava longe no momento da aproximação de seu centro. Cansaço pesando em mim, baixei a cabeça. As minhas mãos perdidas sobre a areia suja da beira do rio, as minhas mãos fremiam de fadiga. Círculos dourados percorriam o espaço, penetravam concêntricos em minhas órbitas, os círculos nascidos em torno da pedra. Pelos descaminhos, meu rumo se perdia, eu tornava a buscar, recomeçava- e novamente errava, e novamente insistia, Túrgido de ternura, me encarei. E baixei a cabeça com vergonha. A pedra prescindia de mim. Eu, que me projetava num tempo desconhecido, prescindir de tudo e, impotente, me projetava na pedra, lúcido de que não seria jamais o que ela estava sendo. Eu que não conseguia alcançar o que ela alcançara e para sempre me perderei entre as pessoas, vagando sem encontrar, sem saber sequer o que busco, o que buscarei. A pedra me agredindo com seu ser completo.

- É esse gelo por dentro que eu não consigo entender. Você se doou tanto quando eu não pedia, e no momento em que pela primeira vez pedi, você negou, você fugiu. É esse seu bloqueio de aço encouraçando o silêncio, eu não consigo entender.

Completo. Seria possível o absoluto em algo ou alguém às vésperas da destruição? Eu não sabia nem sei, ainda. Escurecia cada vez mais, a silhueta da pedra já se dissolvera talvez na noite, mas a sua imagem permanecia em minhas retinas. E no escuro, ela deixaria de ser? No escuro as coisas esquecem de si mesmas para se tornarem apenas coisas, desligadas de qualquer suspeita que se possa ter sobre elas? A imobilidade do rio com suas ondas fracas, feito um reafirmar de inércia. E eu. Que era eu naquele momento exato, jogado na areia, cheio de movimentos subterrâneos? Que era eu, com o incompleto de minhas tentativas que não se cumpriam, e permaneciam vagando num ritmo de espanto? O rio era o rio, o céu era o céu, a areia era a areia, mas a pedra recusara meu pensamento e se fizera unicamente em pedra. E eu que escorregava, me perdendo em corredores de luz filtrada, pelas varandas entrecobertas de samambaias, por solares arquitetados sobre pântanos, pelos pântanos mesmo de água pútrida e serpentes entrelaçadas em tronco de árvores viscosas - eu que me reconhecia ao longe e não ia além do gesto para me conhecer. Mas se o rio tinha peixes e lama e musgo no fundo, e tinha mistérios; e se o céu estava repleto de mundos formando o cosmos e o desconhecido infinito das galáxias, e tinha mistérios; se a areia onde haviam restado detritos e sulcos, onde vicejava uma grama rala, tinha também mistérios. Somente a pedra, até o fundo de si pedra, das nascentes ao topo, nada contendo além de seu ser.

- Seria isso, então? Você só consegue dar quando não é solicitado, e quando pedem algo você foge em desespero. Como se tivesse medo de ficar mais pobre, medo de que se alcance seu centro e nesse centro exista alguma coisa que você não quer mostrar nem dar ou dividir. Contido, dissimulado, você esconde essa coisa, será assim?

Ser. Já nada mais restava. Apenas a noite e, dentro dela, o meu silêncio de incompreensão. Meus passos afundavam na areia deixando uma esteira de poças que conteriam as estrelas, não fosse o imenso escuro de tudo. Cada vez mais lento eu caminhava. Para longe do rio. Para longe da pedra. Para longe do medo. Para longe de mim."


Caio F.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Passou ... Passou


Hoje a tristeza não mora comigo
Mas me visita, aí...... de vez em quando
Hoje não vivo mais como castigo
E já me vejo até cantarolando

E já me sinto um tanto mais robusta
Recuperada de antigas idéias

Já não carrego aquele ar velho
De portas fechadas e muros

Agora o tempo vai, não volta, o tempo muda
E esse tempo já não me atormenta
Passou ... Passou
E isso me acalenta

Sou mais alegre hoje, e já persigo
Umas vitórias, que eu vou conquistando
Hoje a tristeza não mora comigo
Só me visita, aí ..... de vez em quando

domingo, 8 de agosto de 2010

No Seu Esconderijo



Manhã polida de sol
Levantou mecha por mecha do seu cabelo
Vestido amarrotado de cantigas de amor, sonhos e contos
É dia de verão
São essas manhãs que se sentia grande
Ia inventando, ia cantando,
Ia alargando as asas


Levo comigo, o brilho daqueles que se manejam com destreza,
Que se consomem,
Que só depois analisa o prejuízo, risco, ganho
Talvez isto fosse seu maior defeito,
Ou sua maior qualidade
Ou que a salva ou estrangula:
Mistério

domingo, 20 de junho de 2010

        
                                                          Perfumes doces,
                                              suaves sabores,
          emoções serenas,                                        sorrisos incontáveis,
                           historias inesquecíveis,
                                                    momentos intensos

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cheiro De Criança

E ela se lembrava de tudo.

Do primeiro, do terceiro, do segundo dia.

Era dele que ela precisava naquele momento.

Peito quentinho, coração agradecido.

Tudo acontecia tão deliciosamente.

Tinha cor, movimento, cheiro.

Cheiro de criança sapeca.

Ele achava graça do jeito dela contar detalhes.

E ela achava graça do jeito doce dele rir.

Ela gostava.

Ela sorria.

Era um novo dia.



sexta-feira, 16 de abril de 2010


Embrulhada em algo infantil, que a iludia.
Olhava o mundo com olhos fascinados.
Olhos levemente pequeninos, mas intensos, 
Que via aparentemente, tudo de uma forma interessante, Deslumbrante, 
Como  quem deseja engolir o mundo, mesmo de uma maneira Segura e ingênua.
Levava com ela , o brilho daqueles que se manejam com destreza, Que se consomem,   
Que só depois analisa o prejuízo, risco, ganho.
Talvez isto seria seu maior defeito, ou sua maior qualidade.
Ou que a salva ou estrangula:
Mistério.

quarta-feira, 17 de março de 2010


Nos dias verdes de hortelã
Sai de casa  apressada
Sem nescessidades das palavras grandes
Olhos nus diante
Dos muros e telhados da cidade
Sem relógio, já não tinha tempo.
Vestia-se de gaivota esperando o vento
Os sonhos de asas
E quando a noite chegava
Vestia-se de novo em  abrigo
Os muros e telhados da cidade
Conhece bem as mudanças
E sabe que tem prazo de validade

terça-feira, 2 de março de 2010



Ela acordou desejando um novo vento,
Queria a felicidade e pronto.
Pensou nos seus acontecimentos passados
No tempo de criança, sem regalias, mas não infeliz,
Intensa essa e a palavra certa.
Pois as partes difíceis ela apagou da memória
Porque tinha tanta coisa gostosa para se lembrar
Quando brincava despreocupada
Com ou sem brinquedos
Carrinho de rolimã, rouba bandeira, esconde-esconde
Dos poucos amigos
Que se tornaram muitos
Dos bons tempos da fazenda, clubes e acampamentos.
Do tempo da escola
Dos professores, quando andava de skate e pulava o muro.
E quando a menina resolveu crescer ... trabalhar ... ter suas próprias coisinhas
Lembrou do tempo que dançar era a coisa que mais fazia,
No quarto, na sala, na garagem e na discoteca.
Mentia para o pai dizendo que ia dormir na casa da amiga.
Do tempo das risadas, das trapalhadas de quatro amigas inseparáveis.
Nas rodas de samba-rock, axé, hip hop e MPB, escondidas
Dos porres de vinhos, catuaba e cachaça.
Daqueles dias em que gostou do garoto feio e mandava cartas ...
Andava de mãos dadas e beijava devagar
Dos dias em que conheceu o amor
Do amado que escrevia cartas, dava flores, dos passeios mais simples
Do ultimo adeus, do abraço de sei la quantos minutos, coração batendo rápido,
Respiração lenta e aquela mão no cabelo
De grandes perdas, de imensas conquistas
Do tempo que não sei explicar
Pensava o quanto da vida mudara
Os dias bons e ruins
Da solidão necessária, do aconchego urgente
E o quanto era protegida
Deus existe ... pensou....
Pensou que seria feliz do jeitinho dela. Hoje.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ela é assim:
Ora delicada, precisa de cuidados.
Tem incertezas e fica quietinha, só observando.
Precisa de um colo, um abraço forte, alguém que segure a sua mão.
Gentil, frágil, pequena. Quer olhar para dentro. Basta presença e calor.

Ora valente, sai desbravando os dias.
Mesmo com algum medo, vai em frente, confia.
Já não precisa de muita coisa, apenas quer. Quer muito, muito.
Segura, livre, alegre. 
Grande. 
Quer engolir o mundo. Suporta a brisa gelada pois o peito ferve. 
Cuida de sua asas para que ela possa voar, possa ir e voltar.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009




Ai... hoje o meu desejo é essa caminha .....
Perto da janela, 
Chuvinha e frio 
pijaminha e filminho!!!


domingo, 29 de novembro de 2009


Estranha sensação!
Todos foram embora
e eu aqui, na sala 
e o cheiro dele
na minha boca.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Sou do tipo que compra roupas novas e usa no mesmo dia  — e sapatos ou bolsas e seja lá que for.
E caixa de bombons,outro exemplo. Mal vejo a embalagem!

  Achava que isto era culpa de uma ansiedade crônica que me faz querer tudo para já e agora. 
Aí descobri que tenho urgência de viver. 
E isso às vezes assusta.




Tento me conformar e espero seu rei mandar.
Não sei o que Buda faria, mas eu mentalizo o azul-calcinha, "respiro pelo coração" (by menina com uma flor), jogo a curta cabeleira para os lados, cruzo as pernas toda fina   ( do tipo: Não vou me abalar) e repito três vezes que isso não vai me afetar, por todo o sempre, amém. 
Mas por hora, sonhar tem sido bom. 
Asas de anjo, ainda que de papelão.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009




Eu amo a vida. Mentira????

Não, não é mentira. Essa foi uma das constatações mais fortes dos últimos dias, que acenam com ares de vida nova -  o dia-a-dia cheio de risadas ou a certeza de que a vida é clichezisticamente feita de um dia após o outro.
Que Deus conserve. Amém!

O que sei é que, ainda que tantas coisas continuem iguais, muitas outras têm se revestido de cores diferentes.
E isso tem sido uma grande delícia!

Então olho para trás e percebo o quanto da vida mudou em tão pouco tempo.
Os acasos! Que sempre me deixaram de boca aberta.
Aprendendo sempre.
Só a essência permanece, como aprendi há muitos anos. Sou o mesmo queijim de sempre, as mesmas atrapalhadas, o mesmo humor, a mesma intenção.
Cheia de desejos. Novos problemas. Mas o que seria da vida, afinal?
No momento, sou uma espera na janela. Planos sem cessar e cara a bater. Sou um projeto, um sonho, sou filmes, esperança, preocupação e agrado.
Sou pura pele.
E no meio de todas essas que são, sou ainda gente que quer fazer, quer tomar conta, quer mudança e continuidade.
Quero Deus, quero amigos, quero o bem.
Quero que as coisas tomem seus próprios rumos.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Mais um pouquinho de Milan Kundera:
"Em trabalhos práticos de física, qualquer aluno pode fazer experimentos para verificar a exatidão de uma hipótese científica. Mas o homem, porque não tem senão uma vida, não tem nenhuma possibilidade de verificar a hipótese através de experimentos, de maneira que não saberá nunca se errou ou acertou ao obedecer a um sentimento".



Engraçado é que, não só hoje, mas em várias situações eu me pego pensando isso.
 

Quando foi que eu errei??? E quando foi que eu acertei??? rsrs
Bom mesmo é tomar atitude e não fechar os olhos!
Eis o efeito de Toda Nua E Bem Vinda!

terça-feira, 27 de outubro de 2009



E eu tenho a mania de travar diálogos imaginários com as pessoas.
Pensando no que eu diria, as possíveis respostas, e minhas contra-respostas.
E hoje, no caminho, vim discutindo ferrenhamente com duas pessoas.
Imaginei que seria bom deixar que elas soubessem as coisas que penso.
Mudei de idéia.
Porque mortos não conversam.
Cansei. Essa é a verdade. De "amigos" que perdem a identidade. E eu sou assim. Quando amo, amo. Mas quando me decepciono...........
Ainda mais com a intensidade que eu gostava!
Não é bonito matar pessoas. Mas hoje eu matei duas aqui dentro.
Antas-paralíticas!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009


Para que servem as palavras?
Hoje:
abraçar... aconchegar... acompanhar...




.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009


Saio como quem monta boi brabo.

Quero o vestido mais rodado,

Contar de suas cores num giro.

Rodopiar num raro efeito.

No sentido que esvoaça........

Gritar palavras na ventosidade!!!!!!

Expandir vontades........



Preciso de espaço,

Cresci muito,
Nessa vida-viva-cidade

Mesmo nos dias em que o sol adormece

Olho para dentro, olho para fora, uma piscadela e bam!

Veio-me a maldita pergunta:- para onde você vai?


Gulosa essa minha mente!!!!!



sexta-feira, 24 de julho de 2009

Enfio debaixo das cobertas
Coração pelado, descarado, aberto
Meus cabelos molham o travesseiro
Desprendo o fecho do sutiã por baixo do pijama
Tiro um braço, depois outro e me livro

Acordei e ouvi o barulho
Barulho de memórias soltas e confusas dentro da bagunça
A vida passa por você e morde seu pé
O céu correndo sempre
Vou continuar dentro, de cada momento, sozinha comigo mesma
Entre todo o mundo
Vamos nessa????

Maquiar, enfeitar, inventar
Meu mp3 frito de tanto Nina Simone
Levanto
Acendo um incenso anti-stress
Vou ao banheiro
Faço xixi com cheiro de chá
fast pace