terça-feira, 10 de julho de 2012

Ele dormiu com sonhos dela

Foi numa noite fria de julho...


O corpo dela parecia uma peça frágil entre flores.
Ele tem um jeito terno de sussurrar poesias.
Enquanto ela inaugurava contos,
Adormecia em seu peito e sentia que ali era sua morada
Suas mãos ficaram pequeninhas naquela imensidão
Quando seus olhos se encontraram
Deixaram cair sinais suaves, como quem constrói uma ponte de dois corações.
Enquanto ele alisava seus cabelos, jurava eternizar aquele momento 
Agora ela não era mais uma, mas duas ou três, não dava para contar, 
Sua cabeça ainda zunia o amor que suspirava

quinta-feira, 22 de setembro de 2011


Sentia a primavera entrar em seu peito
Desfez o luto, suspendeu o silêncio
Cortejava o que temia
Não sentia medo, peitava o frio
O escuro lá fora

Resguardava seu coração, o lugar secreto
Refazendo contos
Resgatando sonhos

São canções que moravam nela
E em cada amanhecer um pouco de fé


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Descansar


Cobriu-se daquele vento
Abotoou um sol e seguiu
Cheirou dois pássaros passageiros
Compreendeu o cintilar de ambos
E decidiu adormecer
Escondendo sua poesia