quinta-feira, 29 de abril de 2010

Na Cor Do Seu Vestido



O vento veio e assobiou no meu ouvido
Ventinho frio que arranca sorriso
Logo cedinho
Com o dia na cor do meu vestido


                                                     Lambida no sorvete
                                              Cheiro de pipoca manteiga
                                                

                                            E                         A
                                     L         V            Z
                                                       E

Acordei desejando sol
Desenhando enormes arco-iris!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Em Um Lugar Além Das Montanhas

 
Árvore verde de flores amarelas,
Florescendo por mim mesma.
Bem lá no alto!
Nas cores das estrelas tão lindas no céu,
É onde você me achará.
Em um lugar além das montanhas.
Sobe o Risco.
Leve e nua.
Estarei sorrindo em liberdade,
No equilibrio e intensidade!
Onde eu moro é muito pequenino.
Tem cheiro macio de flores.
É transparente e puro.





domingo, 25 de abril de 2010

Do Dolorido Fez-se Vento

Sei lá no que deu!
Do dolorido fez-se vento
Vento que brinca em minha nuca
Escorre entre os fios negresco
E se esconde debaixo da cama

A cor do dia transparente
Impregnado de azul
Feito meus sonhos

Um rouxinol
De canto melodioso, suave, vibrante

Minhas asas cresceram ... já posso voar!



sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cheiro De Criança

E ela se lembrava de tudo.

Do primeiro, do terceiro, do segundo dia.

Era dele que ela precisava naquele momento.

Peito quentinho, coração agradecido.

Tudo acontecia tão deliciosamente.

Tinha cor, movimento, cheiro.

Cheiro de criança sapeca.

Ele achava graça do jeito dela contar detalhes.

E ela achava graça do jeito doce dele rir.

Ela gostava.

Ela sorria.

Era um novo dia.



quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dia Urgente


Manhã linda, clara e azul
Ela fez do seu dia algo urgente.
Enganava bem os dias cinzentos
Mas se entregou a melancolia, ao abandono.

Hoje o sol não poderia ajudar
Nem mesmo as palavras de mimos

Nada convencia o coração 
                                        Dolorido-Agudo-Espera

Necessidades que carregava o tempo todo,
Mas que disfarçava entre seus sonhos

Levou consigo a intensa vontade de chorar
A tarde inteira

Precisava de cuidados
Precisava sentir
Precisava dividir
Tinha o mundo inteiro dentro dela

                                              Suas cores

Decidiu isolar-se, estava cansada
Sem luz, Sem força, Sem graça
                                             Tristonha.

domingo, 18 de abril de 2010


Da melodia que não esqueci
Com as cores que pintei
Nas paredes que demoli

E se tudo
desfazer

As sementes que plantei
Os muros que construí
Nas estradas que andei
Em lugares que vivi

E se tudo fluir

As flores que soprei
No vento que senti
De palavras que pensei
E jamais disse



sexta-feira, 16 de abril de 2010


Embrulhada em algo infantil, que a iludia.
Olhava o mundo com olhos fascinados.
Olhos levemente pequeninos, mas intensos, 
Que via aparentemente, tudo de uma forma interessante, Deslumbrante, 
Como  quem deseja engolir o mundo, mesmo de uma maneira Segura e ingênua.
Levava com ela , o brilho daqueles que se manejam com destreza, Que se consomem,   
Que só depois analisa o prejuízo, risco, ganho.
Talvez isto seria seu maior defeito, ou sua maior qualidade.
Ou que a salva ou estrangula:
Mistério.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Manhã mais linda.....................................mais serena.................



Ouve-se de longe um desejo que cresce,


Minha expectativa, sempre ansiosa, de transformações


Dá lugar a certeza tranquila de que,


Neste momento, tudo está onde pode estar.


Em vez de sofrer pelas coisas que ainda não consigo,


Me sinto grata pelas mudanças que já realizei.


E relaxo.


Disse tanto ao meu coração


Que olharia nos olhos da própria vida


Sem pressa, com ternura e inteireza


Sentir cada textura de experiência


O que contava era o traço mágico que havia imprimido da vida.


Que isso tem mais a ver com o meu olhar,


Com a natureza das sementes que rego

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ela vinha

Com seu céu
De nuvens chantilly
Banhada por cafuné
De raios de sol
Cortejada pelos passarinhos

Era um bom dia!

O vento brincava com seus cabelos finos
E corria pela manga de

Seu casaco quentinho


Ela andava

De sapatinho vermelho, pra pintar todo seu caminho

Alimentava seus sonhos

De prazeres simples

Era isso que a fazia feliz

A cada dia.