domingo, 27 de junho de 2010

Coisas miúdas, Detalhes, Pequenos gestos


São os olhos tímidos
É a barba mal feita
É se encantar pela pintinha da bochecha esquerda
Ou reparar o tênis colorido
É dividir o fone de ouvido,
É a ansiedade no peito
É ganhar beijos perdidos
É você acordar numa manhã azul, ainda sentindo o perfume
No cantinho,  um sorriso terno
Dois suspiros leves

Então você deixa o sol entrar
Escolhe o vestido mais bonito
E sai de mãos dadas com as coisas miúdas


quarta-feira, 23 de junho de 2010

Feita de Instantes

Grande noite risonha
Inquietudes e sonhos urgentes
Garota vestida de cinza, sentada
No banco a espera

Deu um sopro bem forte
Em toda melancolia
Tinha decidido deste pequena
Que não desperdiçaria seus dias
Em tristezas e lamentações
Que inventaria canções
Colocaria cores entre seus dedos
E pintaria seu chão
De sonhos e estrelas

domingo, 20 de junho de 2010

        
                                                          Perfumes doces,
                                              suaves sabores,
          emoções serenas,                                        sorrisos incontáveis,
                           historias inesquecíveis,
                                                    momentos intensos

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Um sopro veio e me disse




Pensante, deslumbrada, ali parada
Olhar vago no céu sensível de estrelas
Lua serena
Vento escorregando entre folhas
Como se quisesse dizer
Que uma doce canção levaria
As tempestades de dentro
Que um amanhã
Mágico claro delicado
Iluminaria seu sorriso de menina

quinta-feira, 17 de junho de 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Inverno aqui dentro

Sonhos escondidos entre nuvens de algodão
Enfeitados em breves instantes
Esperaria o tempo que fosse
Mas andaria lado a lado com a realidade

É que tem dias que você acorda
Com o coração desorientado de expectativa
Cansado de dias brandos, transparentes
Poço seco

Então você cria um esboço de um presente colorido, sereno
E vai convivendo

Mas é que tem dias que você acorda
Com o coração desorientado de expectativa
Desejando desesperadamente sentimentos
Irresistível saudade de sentir

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Em sua morada


De tempos em tempos, fugia para sua morada
Apertava os olhos e ia
Poderia estar onde ela amava,
O tempo que ela quisesse
Na cidade de seus sonhos
De musica, de ruídos
De vento frio, de cheiro cinza
Passeava pela avenida larga
E abraçava os prédios antigos
Num dia acordou com o céu de poucas nuvens
Deixou o sol quentinho entrar
Sentada no balanço descansando da corrida
E ficaria ali, observando crianças, o verde e suas flores
Respiraria bem fundo, ali no seu paraíso


Ou poderia abrir a porta do seu apartamento
Ver detalhes
A bituca de cigarro na beirada da janela
Copo de café em cima da TV
rachadura no parede do banheiro
Abriu o quarto
Jogou-se na cama da amiga
Fofocando por horas e horas
Debaixo
com certeza seu gato daria um beijo de fucinho molhado

Ou poderia dançar
Se acabar pela madrugada
Embriagada e feliz


Abriu os olhos, suspirou:

-Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi


A insustentável leveza do ser”: “O homem, porque não tem senão uma vida, não tem nenhuma possibilidade de verificar a hipótese através de experimentos, de maneira que não saberá nunca se errou ou acertou ao obedecer a um sentimento. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado”.