quinta-feira, 30 de julho de 2009

Acordei com uma vontade de novo dia
São 8:45 da manhã
Ibirapuera eu vou
Antes de sair:
- Que inferno de frio é esse.

Dia friorento, preguiçoso, cinzento

Meus pés correm com energia
Textura crocante
Da areia molhada

Coração batendo violentamente
Ofegante

Lábios entreabertos
Pele corada ... quente .. úmida

Larguei as torturas do estômago
E me rendi.........

Abri os olhos mágicos
Sem controlar
A alegria íntima
Daquela visão ampla e brilhante
Em virtude do verde cheiro

Deliciei-me com a poesia
Com o lago
Com o vento cortante ....

Uma atmosfera inteiramente agradável
Sensível

Sorri vagamente e incompreensivelmente
Como se estivesse no céu
Um paraíso de bondade e beleza
Não poluído pelo turbilhão da grande cidade

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Foi na tarde de hoje
No meio do supermercado, mundarel de pessoas, conversas e música
Foi naquele instante
Foi quando escutei os pássaros, o mar, a voz suave
Da música waves (Nouvelle Vague)
Quando desejei sentir o cheiro da minha mãe
Foi neste vazio
Que meu coração rasgou
Que meus olhos resolveram chorar
Foi quando violei o barulho
Foi quando as pessoas se tornaram invisíveis

Foi nessa hora
Que enganei minha condição
Num malabarismo violento

Escondi a bagagem pesada

Quando senti meu nariz numa fornalha
Implorando por um vento
Desviei derrapando meus pensamentos
Antes que a lagrima escorresse

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Enfio debaixo das cobertas
Coração pelado, descarado, aberto
Meus cabelos molham o travesseiro
Desprendo o fecho do sutiã por baixo do pijama
Tiro um braço, depois outro e me livro

Acordei e ouvi o barulho
Barulho de memórias soltas e confusas dentro da bagunça
A vida passa por você e morde seu pé
O céu correndo sempre
Vou continuar dentro, de cada momento, sozinha comigo mesma
Entre todo o mundo
Vamos nessa????

Maquiar, enfeitar, inventar
Meu mp3 frito de tanto Nina Simone
Levanto
Acendo um incenso anti-stress
Vou ao banheiro
Faço xixi com cheiro de chá

terça-feira, 21 de julho de 2009

Eu .... o coração

Apesar de todos os mimos
Todos os cuidados
Todos os amores
Nesse infinito
Ando tão vazio
Tão insuficiente

Eu, que acordo com uma luz insistente
Rouco de angustia
Fatigado de calar,

Esguicho vontades.......

Revoltado com tanta falta de sentir
Aliás só sinto saudades e mais nada

Sinto arrepio de solidão.....

Experimento ternos noturnos
E amanhã esqueço

Se pudesse.... gritaria

Gritaria para essa limpidez em seus olhos
Gritaria para esses falsos encontros
Para esses desencontros

Queria deixa de ser assim...
Tão livre
Tão seletivo

Romper com o pacto da vida real
Aprender a ser dócil nos sonhos

Cismo nesta ânsia de querer
Sentir-me enfeitiçado em minha casa
Enamorar
Plantar semente
Brotar encantos

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Acaricio com minhas mãos gélidas

O copo de chá quente

Fumaça dançante.

Alguma coisa apareceu e veio se agarrar em mim.

Abracei forte

Sentada com o rosto entre as mãos, ouvindo vozes numa linguagem estrangeira.....

Fiquei assim ....

De momento em momento, uma excitação cada vez mais intensa,

Uma sensação inocente, vibrante, misteriosa...

Trilhos invisíveis...

Tomou a liberdade de sentir:

Completamente segura ali.

Ajeitou-se na cadeira.

Olhou para o relógio: 21:35


-

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Despedida

Essa quarta-feira cinzenta vai dormir
Coração miudinho....
Nó-de-marinheiro em minha garganta.
Olhos fechados, apenas respiro.
Poeira do passado
Por mais que eu me entrego ao presente perpétuo, sem passado, nem futuro
Lembranças ........
Pairando no tempo .... fico em despedidas
Até as arvores me entendem, Todas distantes....
Cegas, bêbadas de melancolias.
Necessidades.
Sentada em frente à televisão desligada
Vi filmes projetados na parede branca,
As histórias: Tão divertidas sempre.
A Vida feita de momentos.
Momentos.
Surpreendo-me ao descobrir: como é amplo meu interior, cabe o universo. Pode haver força, mesmo na fragilidade. Posso encontrar a totalidade, mesmo nos fragmentos.
Mantendo os olhos fechados, apenas respiro. Algo como o vento intenso de uma grande tempestade me arrasta por entre o caos.
Choro e oro quietinha.

.... ter que conviver com ausências, saudades
Ao meu querido amigo Fabian.....
O meu adeus ..... ofereço toda minha imensidão, meu desejo de total felicidade e paz!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A noite é alta negra, resta ainda duas estrelas
Sinto uma necessidade de escrever
Sentada, caneta e papel a espera de alguma coisa:


Tratou de comer e lamber o prato.
Abraçava com força o dia que levava.

O espelho refletia aquela pequena criatura.

Olhos calmos
Pescoço alongado, cintura fina,
Meia fina, short, sapatos coloridos,
Boca, gliter, unhas cinzas

Viva!

Não quero fechar a porta antes de sair
Quero que o vento traga mais lantejoulas
Nesta Vida!!
Ando
De braços dados,
Sensação de eternidade.
Uma ânsia de viver para poder cantar.
Cada vez mais longe.
Cada vez melhor.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

É que as vezes você apaga as velas e deixa tudo meio escuro
Devassidão espantosa e secreta
Estupidez real.
E quando você acende e clarea
Tudo é diferente
Mas bonito... mais admirável

A alma pode permanecer
Pura, honesta, cristalina
(Na Leveza do Ser)

Fiquei assim o dia inteiro
Pensamento ainda aceso
Pela aceitação
Pelo abraço e o carinho
Pela delicadeza
Neblina magica
Manhã cinzenta ... fria
Corro ..... faço fumaça
Peito aberto
Cheio de amizade
Hoje acordei disposta a esquecer
A perdoar
Uma imensa vontade de abraçar
Em dar um beijo carinho....sadio

Olhos risonhos
Mãos frias
Peito Cheio
Tomo um banho quente
Canto baixinho
Quero que ouça
Escrevo ...... ofereço minhas mãos

quarta-feira, 1 de julho de 2009


Defendo meu nome e viro a esquina
Ao mesmo tempo em que arroto fogo
Borrifo algodão doce
E continuo
Com suor e vontade
Fé e sentimentos
Prazer e trabalho

Roxa de embriaguez
Amarelada de lucidez


Paixões que diluem
Uma pitada de fermento
Em meus planos

Sozinha e bem vinda


Afundada numa vida dinâmica e ansiosa
Num rosto que guarda sorrisos
Brilhos nos olhos
Boca aberta cantando
Dias sim, dias não

Nesse mundo descolorido
Cheio de cores doentias
Piso
Não sou de lamentar
Pernas firmes
Pinto
De cores fortes
Brinco ... danço .... canto