domingo, 27 de março de 2011

Vestida De Nuvem



Então fechei os olhos .....
Solidão minha ... somente minha e necessária
Respirei fundo .......
Os sons, o vento, o cheiro
Intensamente ali
Agradecida por cada momento
Disse tanto ao meu coração!!!!!!!!
Agarrei em mim, peito aberto,
De fé, de dor, de medo, de força, de esperança, de amor, de alegria
Olho para o céu, recordo com esperança o azul que se traduz em mim.
Um dia de cada vez, nesta entrega à vida.
Da forma que eu vejo o mundo, do tamanho que eu quiser. 



quarta-feira, 23 de março de 2011

No Frio Conservo



Acordei com uma bolha pesada e inflamada

Era saudade!

Pedi que a soprasse

Mas o homem não sabia o que era dor

Ele não me conhecia

Não sabia o que eu sentia

E ele veio com uma agulha fina e quente

Cutucou ...... feriu ainda mais

Sangrou!!!!

Prometi então que se aparecesse outra bolha

Vou engolir a seco

Agora eu cuido e espero secar

terça-feira, 22 de março de 2011

Bom Dia Outono



Acordou bem cedo

Era dia de Outono
Levantou mecha por mecha do seu cabelo desobediente

Levava, um a um, os grampos na boca

O lápis contornando seus olhos

O batom dando sabor a vida

E sentia que o mundo inteiro estava nela
Derreteu nos mimos de sua mãe,

Canção de amor

Lá estava sua luz, sua vida

Respirou bem fundo e invadiu-se de confiança

Era nessas manhãs que se sentia grande

Ia crescendo, ia cantando

Ia alargando as asas

Era dia de Outono

E sentia que o mundo inteiro estava nela

domingo, 20 de março de 2011

Canção Sem Nome


Agora tem vento frio lá fora
Deixo o ar entrar
Meu peito anda pequeno
Dormência no coração
É tempo de distrair o que grita
Da janela canto para a lua e as estrelas
Como é difícil voar

A saudade penteou meu cabelo
Escovou meus dentes
Me botou para dormir
Apagou a luz

sábado, 19 de março de 2011

Precioso Sonho



O sonho tinha luz azul
Havia um homem de camisa branca, cabelos molhados, sentado em uma mesa de bar
Minhas pernas tremiam, ia em direção a ele com urgência do encontro,
Peguei em seu ombro e então eu vi os olhos mais meigos que um homem poderia ter
Homem de sorriso tímido com mãos pequenas
Que havia sofrido uma perda, mas ganhou de Deus um valioso presente
Compartilhamos um mundo que queríamos ter, um mundo simples
Tinha um coração grande de poeta
Ele morava em um quarto amarelo
Entre livros, filmes, desenhos,
Um violão e um peixe
Uma mesa redonda e uma maquina de escrever
Ele tinha o dom de me deixar em silêncio
Envolvida em uma esfera terna, de proteção
Deitei em seu peito
E abri feridas e sentimentos que eu havia trancado no peito
Eu olhava tanto dentro dos olhos dele
Era mágico!!!!!! Era meu sonho de menina!!!!!

Havia uma coisa incomum nas mãos dele
Era engraçado, onde ele tocava deixava rastro de calor

Adormeci, mas despertei, olhei e ele estava sentado escrevendo
A luz de vela, seu rosto iluminado
Então pensei o quanto queria ama-lo, sem medo, sem pressa

Estávamos na rua, era carnaval
Gente bonita, marchinha, cerveja
Dançamos e ele me beijou,
Gotas de chuva caia no meu rosto
De repente tudo ficou negro, meu coração parou
Mantive os olhos fechados e uma voz parecida com o Topo Gigio sussurrou no meu ouvido
...... Acorda!!!!! Foi um sonho de poucos minutos .... Levanta vai ver o mundo lá fora
Ainda sentia o calor das mãos dele sobre as minhas
Forcei meus olhos a se manter fechados procurando o sonho que parecia eterno
Mas a voz que antes sussurrava agora gritava
ACORDAAAAAAAAA

Abri os olhos, soluçando de dor,
Precisava respirar, estava tão cansada






Ahora me levanto
De esta cama
Ahora
Abro la ventana
Y entra la luz
Con el viento
Ahora te siento
Y estas tan lejos
De aquí

Si un día te vas
Y ya no vuelves más
Si un día me voy
Y ya no vuelvo yo

Que largo es el mundo
Es infinito
Ayer te tuve
En mis brazos
Y hoy
Como un grano de arena
En algún suelo ajeno
Estas escondido de mí

Si un día te vas
Y ya no vuelves más
Si un día me voy
Y ya no vuelvo yo

Que grán silencio
Todo en suspenso
Que vértigo de no verte
Retumbo
Como una campana
Abro la ventana
Y entras tú
Entras tú...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Vai Sem Despedida




Acordou sentindo pequenina

Levantou, pés descalços

Enquanto lavava seu rosto

Agarrava as palavras frias de despedida

De repente ela acordou

Pegou uma caixinha e o enterrou

Junto com as inquietações, fomes, perguntas

O sonho é DELA

Vestiu o vestido mais bonito

E foi viver

Abriu a porta

E ganhou de presente um céu azul




terça-feira, 15 de março de 2011

Poeira No Vento




Foi na tarde de hoje

No meio do supermercado, mundarel de pessoas, conversas e música

Foi naquele instante

Foi quando escutei o piano, a voz suave

Da canção 

I'm Going In


Quando desejei sentir o cheiro do menino solar

Foi neste vazio

Que meu coração rasgou

Que meus olhos resolveram chorar

Foi quando violei o barulho

Foi quando as pessoas se tornaram invisíveis



Foi nessa hora

Que enganei minha condição

Num malabarismo violento



Escondi a bagagem pesada



Quando senti meu nariz numa fornalha

Implorando por um vento

Desviei derrapando meus pensamentos

Antes que a lagrima escorresse