terça-feira, 2 de março de 2010



Ela acordou desejando um novo vento,
Queria a felicidade e pronto.
Pensou nos seus acontecimentos passados
No tempo de criança, sem regalias, mas não infeliz,
Intensa essa e a palavra certa.
Pois as partes difíceis ela apagou da memória
Porque tinha tanta coisa gostosa para se lembrar
Quando brincava despreocupada
Com ou sem brinquedos
Carrinho de rolimã, rouba bandeira, esconde-esconde
Dos poucos amigos
Que se tornaram muitos
Dos bons tempos da fazenda, clubes e acampamentos.
Do tempo da escola
Dos professores, quando andava de skate e pulava o muro.
E quando a menina resolveu crescer ... trabalhar ... ter suas próprias coisinhas
Lembrou do tempo que dançar era a coisa que mais fazia,
No quarto, na sala, na garagem e na discoteca.
Mentia para o pai dizendo que ia dormir na casa da amiga.
Do tempo das risadas, das trapalhadas de quatro amigas inseparáveis.
Nas rodas de samba-rock, axé, hip hop e MPB, escondidas
Dos porres de vinhos, catuaba e cachaça.
Daqueles dias em que gostou do garoto feio e mandava cartas ...
Andava de mãos dadas e beijava devagar
Dos dias em que conheceu o amor
Do amado que escrevia cartas, dava flores, dos passeios mais simples
Do ultimo adeus, do abraço de sei la quantos minutos, coração batendo rápido,
Respiração lenta e aquela mão no cabelo
De grandes perdas, de imensas conquistas
Do tempo que não sei explicar
Pensava o quanto da vida mudara
Os dias bons e ruins
Da solidão necessária, do aconchego urgente
E o quanto era protegida
Deus existe ... pensou....
Pensou que seria feliz do jeitinho dela. Hoje.

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