sexta-feira, 4 de junho de 2010

Em sua morada


De tempos em tempos, fugia para sua morada
Apertava os olhos e ia
Poderia estar onde ela amava,
O tempo que ela quisesse
Na cidade de seus sonhos
De musica, de ruídos
De vento frio, de cheiro cinza
Passeava pela avenida larga
E abraçava os prédios antigos
Num dia acordou com o céu de poucas nuvens
Deixou o sol quentinho entrar
Sentada no balanço descansando da corrida
E ficaria ali, observando crianças, o verde e suas flores
Respiraria bem fundo, ali no seu paraíso


Ou poderia abrir a porta do seu apartamento
Ver detalhes
A bituca de cigarro na beirada da janela
Copo de café em cima da TV
rachadura no parede do banheiro
Abriu o quarto
Jogou-se na cama da amiga
Fofocando por horas e horas
Debaixo
com certeza seu gato daria um beijo de fucinho molhado

Ou poderia dançar
Se acabar pela madrugada
Embriagada e feliz


Abriu os olhos, suspirou:

-Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi


A insustentável leveza do ser”: “O homem, porque não tem senão uma vida, não tem nenhuma possibilidade de verificar a hipótese através de experimentos, de maneira que não saberá nunca se errou ou acertou ao obedecer a um sentimento. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado”.

domingo, 23 de maio de 2010

Cirandas, Sonhos

Dia branco como espuma de sabão
Ela sentia imensamente a falta de muitos
Em especial, daquelas mãos em que, muitas vezes a acalmava
E o colo que repousava suas lágrimas
Então ficou perdida, suspensa no tempo
Sabia que viveria somente de momentos
Mas queria voltar
Queria viver tudo de novo
No mesmo lugar, no mesmo lar, com as mesmas pessoas
Tempos de cirandas,  
De dias coloridos, de sonhos, de lutas
A ti amiga, o meu coração protesta
Grita, chora e ri
Extravagância saudade
Ora machuca, ora sorri


(Para minha grande amiga Priscilla D'El Rei)

sábado, 1 de maio de 2010

Melodia N'Alma

Vontade de ficar quietinha

Escondo debaixo da coberta

Abraço o meu carneirinho de pelúcia





Respirando fundo

Espero o inverno chegar

Não quero sentir frio

Nem vazio


Semeio esperança dentro de mim



Ao bravo coração

Cuido com ternura

Não desisto de ninar, mimar, amar

Protejo

Encho-lhe os bolsos de sonhos

De calma-promessas

Peço que se vista com a pele de sorrisos

Que é melhor assim

Dizer que está vivo
fast pace