quinta-feira, 22 de setembro de 2011


Sentia a primavera entrar em seu peito
Desfez o luto, suspendeu o silêncio
Cortejava o que temia
Não sentia medo, peitava o frio
O escuro lá fora

Resguardava seu coração, o lugar secreto
Refazendo contos
Resgatando sonhos

São canções que moravam nela
E em cada amanhecer um pouco de fé


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Descansar


Cobriu-se daquele vento
Abotoou um sol e seguiu
Cheirou dois pássaros passageiros
Compreendeu o cintilar de ambos
E decidiu adormecer
Escondendo sua poesia

domingo, 5 de junho de 2011

Frágil



Enquanto o vento brincava com as folhas no alto da árvore
Uma paz invadia meu peito
Peito que suspirava 
Ora era aventureiro, ora era medroso
E da paz fez-se choro
Do choro fez-se fé

fast pace